SP FIAM – Sou Publicidade FIAM

Conheça um pouco mais sobre este novo projeto do curso de Publicidade e Propaganda.

A propaganda faz parte das nossas vidas.

Você pode até ser novinho, mas isso não te impede de ter repertório e conteúdo!

Novo perfil de homem?

A relação entre o consumo masculino e o papel da publicidade e propaganda.

Quer ser reconhecido?

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Mostrando postagens com marcador consumo masculino. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Tramontina elementos de humor e recurso cinemagram na sua nova campanha

Por Ingrid: 



A Tramontina, marca famosa no mercado de utensílios para a cozinha criou uma linha de ferramentas para alcançar o público masculino. A linha PRO conta com caixas organizadoras, ferramenta isoladas, multiplicadores de torque, detectores de tensão, alicates e martelos.

A marca, que sempre trabalhou seus comerciais com ênfase em utensílios domésticos, com mulheres na cozinha, destacando a qualidade de seus produtos, apresenta uma campanha satírica, com elementos ousados e bem humorados retratando o universo masculino.

Há uma forte tendência de lidar com o público masculino em marcas, produtos e serviços até então território feminino.  Por mais intrigante que possa parecer, o homem tem cada vez mais espaço no campo do consumo e da propaganda.

No filme da campanha o ator utiliza um machado para se barbear ao invés de uma lâmina. A ação visa veiculação em TV aberta, por assinatura, rádio, spot, internet e material impresso. 

Além disso, a JWT -  agência que criou o filme, utilizou de uma linguagem baseada no Cinemagram, com apenas alguns elementos em cena se movendo enquanto outros permanecem estáticos.

O Cinemagram  é um aplicativo com efeito semelhante  ao aplicado no Instagram, com a diferença que esse aplicativo permite a criação de filmes curtos ou GIFs animados.  Está disponível para produtos Apple e Android, pelo link: https://cinemagr.am/ 

“Prazer em construir”

Fontes:

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2014/08/08/Tramontina-ferramentas-estreia-na-TV.html
http://www.acontecendoaqui.com.br/jwt-cria-primeira-campanha-para-linha-de-ferramentas-da-tramontina-e-utiliza-simbologias-masculinas/


Ingrid é aluna do 4º semestre do curso de Publicidade e Propaganda do FIAM FAAM Centro Universitário, campus Morumbi. No Blog SP FIAM ela escreve sobre Tendências do universo Publicitário. 

+SP

terça-feira, 22 de julho de 2014

Campanha da Claro mostra pais invadindo a "praia" dos filhos.



O Dia dos Pais está chegando e a Claro apresenta sua nova campanha para comemorar a data. Um filme de 60 segundos (com versão de 30”) traz o som da banda Ultraje A Rigor, “Nós Vamos Invadir a sua Praia”.

A campanha apresenta a promoção em que o pai contrata o plano Claro Online de 2 Giga e por mais 14,50/mês ganha o dobro de internet mais um chip extra para compartilhar o a internet 4G mais rápida do mundo.

O comercial “Invasão” mostra a chegada dos pais na internet e traz cenas como um pai assistindo vídeo no tablete, recebendo virais, postando fotos nas redes sociais, fazendo selfie em frente ao espelho, assistindo tutoriais estranhos, entre outras, sempre regadas por muito humor. A paródia da música mantém a voz de Roger Moreira, vocalista da banda Ultraje a Rigor.

“Hoje não só os filhos, mas também os pais já estão conectados, e nós queremos disponibilizar sempre a melhor experiência. A iniciativa visa incentivar o uso da rede e também o compartilhamento, com a vantagem que o usuário pode navegar com a velocidade 4GMax sem custo adicional”, diz Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da Claro.

Além do filme criado para TV aberta e fechada, ainda foram feitas peças para internet, jornais, revistas e mídia out of home.

Veja a nova campanha da Claro:





Fonte: EXAME (www.exame.abril.com.br)


+SP

quarta-feira, 14 de maio de 2014

V Encontro de Pesquisadores em Publicidade e Propaganda


Professores do FIAM-FAAM participarão do V Encontro de Pesquisadores em Publicidade e Propaganda organizado pela ECA-USP, que acontecerá entre os dias 21 e 23 de maio na Cidade Universitária.

O tema deste ano será O Sistema Publicitário & A Semiose Ilimitada.  Os grupos de trabalhos avaliam pesquisas sobre: Propaganda e linguagens; Propaganda e tendências; Propaganda Ética e Ideologias; Formação em Publicidade e Propaganda e; Propaganda e Mercado.  

O professor de Empreendedorismo, Danilo Postinguel, apresentará o trabalho: A representação da masculinidade nas campanhas publicitárias: "Espelho, espelho meu, o homem do comercial representa o eu?". Trata do consumo de produtos e marcas oferecidos nos discursos publicitários e, o consumo das representações masculinas ali inseridas. O levantamento de dados foi realizado por meio de aplicação de questionários em uma amostra exclusivamente masculina. Os objetos da pesquisa foram as campanhas Dove Men+Care e Nivea Stress Protect. 

E o professor de Pesquisa e Análise Situacional, Wesley Moreira Pinheiro, apresentará o resultado de sua pesquisa: Captação virtual - Propaganda, marketing e relacionamento nas redes sociais digitais de alunos e IES. Trata da utilização das redes sociais digitais de IES em prol da captação de alunos.  Nesse estudo, foram levantados dados primários oriundos da aplicação de questionário com os calouros de 2013-1 dos cursos de Jornalismo; Rádio, TV e Vídeo; Relações Públicas e; Publicidade e Propaganda, do FIAM-FAAM Centro Universitário.  A pesquisa tratou de questões relacionadas à interatividade e o relacionamento, por parte dos alunos calouros, com as ações de propaganda e marketing, promovidas pelas IES durante o processo de escolha do curso e da faculdade.  

O evento contará com a participação de pesquisadores e professores de todo o país. Terá também palestras e debates com pesquisadores de destaque na cena publicitária do Brasil. Tem apoio da FAPESP, CAPES, CNPq e, Rede Globo.

O curso de Publicidade e Propaganda parabeniza os professores participantes. 

Serviço:
Evento: V Encontro de Pesquisadores em Publicidade e Propaganda.
Dias: 21, 22 e 23 de maio de 2014.
Local: Cidade Universitária, ECA-USP.
Realização: ECA-USP e ABP2

+SP

terça-feira, 11 de março de 2014

Old Spice, o desodorante do homem, Homem (com H)?


Redação do SP FIAM.

O Chamado.

Em tempos de discussões sobre as novas experiências de masculinidade e como a propaganda tem representado o homem em suas múltiplas facetas, é interessante a abordagem dessa campanha. Até mesmo pelas polêmicas que ela pode gerar entre o universo feminista sobre “n” clichês machistas representados no filme, pois, também não foi por acaso que essa campanha foi lançada no dia 8 de março. Porém, definitivamente esse não é o foco dessa matéria. O viés aqui é outro! 

Notem, é um novo produto no Brasil. Old Spice. 

Segundo o Portal Exame, a campanha aposta na linguagem irreverente que se tornou símbolo da marca no exterior. O site Meio & Mensagem destaca o fato de a campanha trazer à tona o termo “homenidade”, àquele que não se intimida em expressar a sua personalidade, conciliando atitude, força física e adrenalina com carinho, cavalheirismo e sensibilidade. 

Possivelmente essa campanha acalorará muitas discussões de bares e debates acadêmicos, porém, o que não pode passar despercebido, e até agora pouco explorado pelos veículos que divulgaram a campanha, é a marca P&G.

Antes de apresentar a marca do produto é a marca corporativa que aparece, de forma esmaecida, assim como vemos a logomarca das redes de televisão durante a veiculação dos seus programas. É a P&G que está ali, é a qualidade da marca proprietária das marcas Gilette, Duracell e Pampers. 

Seria uma transferência de valor da marca corporativa à marca jovem marca produto no Brasil? Afinal a marca Old Spice pode ser líder de mercado nos Estados Unidos da América, mas em terras tupiniquins ainda é uma mero desconhecida.  

Cada vez mais as marcas corporativas como P&G e Unilever buscam absorver o valor de qualidade, fidelidade e lealdade de produtos conhecidos do grande público para primeiro fortalecer a imagem da marca corporativa e, posteriormente transferir esse valor às novas marcas, criadas ou adquiridas. 

É fundamental para o estudante de Publicidade e Propaganda observar e entender essa dinâmica. Ou melhor, essa profusão de olhares e cenários, pois, certamente fará com que as campanhas sejam amplamente debatidas, discutidas e compartilhadas.

Vejam o que mais foi dito sobre essa campanha do Homem Homem, ou Cabra Macho, da P&G e da sua marca Old Sipce.





+SP

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

As redes sociais são sociais mesmo?


Da Redação do SP FIAM.

Não é de hoje que o Facebook, Twitter, Instagram e todos esses sites de relacionamentos atraem o interesse das pessoas. Consequentemente, o interesse das marcas também. Se na canção “o artista vai onde o povo está”, no universo publicitário as marcas também. Se há milhões de pessoas conversando e interagindo, notoriamente as marcas se posicionam no meio dessa conversação. Porém, é cada vez mais frequente o questionamento sobre a sobrecarga do uso de aplicativos de smartphones, games e sites de redes sociais, pelas pessoas.  Questiona-se que o uso excessivo interfere negativamente na capacidade de socialização dessas redes, tornando-as em ambientes individualistas. 

Esses debates têm preocupado as marcas também. Deixamos de conversar, olhar no olho, sorrir de frente e abraçar, para “curtir”, “compartilhar” ou jogar Candy Crush.  O grande vilão dessa história toda é justamente um dos produtos mais consumidos da atualidade, o celular. 

Recentemente a campanha "Saia Já do Foco", com diversos atores, buscou conscientizar as pessoas sobre o desconforto que o uso do celular causa nos espetáculos teatrais.  A cerveja Amstel fez uma campanha para que as pessoas deixassem de usar o celular enquanto estão no bar, bebendo, conversando e interagindo. Criado pela agência de publicidade Fischer&Friends, o 'Copo Offline' do bar Salve Jorge, segue essa linha de “dar um tempo” no uso do smartphone em momentos de lazer e descontração. 

Agora, a Coca-cola se junta a uma série de ações que visam diminuir o uso excessivo dos aplicativos e das redes sociais da internet, para trazer de volta o convívio social. Por isso, é importante que os publicitários observem bem as tendências e os questionamentos sociais e culturais, pois certamente as marcas precisarão atuar nesse novo contexto e os profissionais deverão estar aptos para responder a essas demandas. 

Esse é um debate que apenas começou.
Vejamos algumas campanhas contra o uso excessivo da virtualidade:

Coca-Cola Social Media Guard


Copo Off-line


Wardrobes for Smartphones - Amstel


Saia Já do Foco

+SP

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A relação entre o consumo masculino e o papel da publicidade e propaganda.


Não é mais novidade que o homem consome cada vez mais produtos e serviços que antes eram quase que exclusivos do público feminino. De shampoo a “dia do noivo”, o homem diversificou o seu consumo e consequentemente o mercado publicitário percebeu esse fenômeno e, atua cada vez mais voltado a atender esse “novo” consumidor. 

Para  esclarecer algumas dúvidas acerca da relação de consumo masculino e o papel da propaganda e publicidade nesse cenário, a Redação do SP FIAM conversou com o Professor e Pesquisador Danilo Postinguel. Administrador, especialista em Marketing e mestrando em Comunicação e Práticas de Consumo.  Leciona disciplinas nos cursos de Comunicação Social do FIAMFAAM. Na Publicidade é professor de Empreendedorismo e Desenvolvimento Sustentável.

As suas investigações corroboram os estudos sobre representações, especialmente ligadas ao que ele define como “novo homem” na comunicação.

Como o publicitário deve estar atento para essas mudanças no mercado? Confira a entrevista com o nosso Professor, sobre as suas impressões e experiências na relação do consumo masculino com a publicidade e propaganda.

ENTREVISTA:

O consumo masculino e a preocupação com as campanhas para esse público é uma oportunidade de mercado?

Postinguel. Sem dúvida, sim. Dados como da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), mostram que há um consumo crescente do público masculino, principalmente, por produtos ligados à estética, nesse sentido, marcas como Nivea e Dove, por exemplo, voltam seus olhares para a criação de segmentos voltados para esse público. Como consequência disso, há um mercado que ascende no campo da comunicação, possibilitando aos publicitários uma vasta possibilidade criativa para atingir esse público e sensibilizá-los para esse novo momento.

Quais as diferenças entre as campanhas masculinas e femininas, na relação de consumo de produtos?

Postinguel. Tendo um olhar genérico acerca do assunto, o que renderia boas pesquisas, podemos pensar que ao longo dos tempos, os gêneros foram separados até mesmo com relação as campanhas publicitárias, se pegarmos campanhas para o público masculino, como os comerciais de Marlboro, Harley-Davidson, podemos ver nelas, homens viris, com uma masculinidade extremamente aflorada, tendo até mesmo, uma superioridade perante os demais homens que não consumiam por aqueles produtos. Outro exemplo notório eram – prefiro ficar com esse tempo verbal –, as campanhas de cerveja, como a Skol que traziam o clichê: homens aproveitando algum momento especial, acompanhados pela(s) gostosona(s).
Já as campanhas direcionadas para o público feminino, abordam questões mais sentimentais, principalmente o amor do conto de fadas. E até mesmo de forma sexista, aquela que se prepara para estar linda para seu homem, veja o caso de campanhas de perfumes.

É possível afirmar que há um novo homem que consome, ou há apenas uma nova forma de trabalhar o consumo masculino?

Postinguel. Levando em consideração a perspectiva do jornalista britânico, Mark Simpson, ao indagar que no começo desse século, surgia um homem “mais preocupado com a vaidade”, algo que ele chamou de metrossexual, podemos dizer que sim, há um novo homem que consome, no entanto, e não querendo generalizar previamente com essa nomenclatura, posso dizer que surge um novo homem sim. Veja por exemplo, as inúmeras marcas e estabelecimentos que são criados para atender a esse público. No entanto, chamo a atenção para o papel relevante que tem a comunicação, em especial a publicidade, para apresentar para o homem, essa nova representação acerca de si, como um novo mercado que se abre para ele. Vejam o comercial da marca de shampoos Dove Men+Care, recentemente foi veiculada a campanha em que aparecia um homem com cabelos macios e sedosos, igual aos cabelos femininos encontrados também em comerciais de shampoos. Nele, é possível ressaltar a relevância do humor para azeitar a relação, ou melhor, para direcionar a esse homem produtos, exclusivos, que estão disponibilizados para ele. Esse comercial apresenta dois olhares, um para o consumo de um novo produto/marca, e outro para o consumo da representação de um novo homem que está por vir, mais “antenado” com a época.
  
O humor nas campanhas masculinas é uma estratégia de marketing ou uma necessidade para trabalhar a aceitação de que o homem no século XXI pode ir ao shopping e voltar cheio de sacolas?

Postinguel. Hoje o humor está presente em vários cenários, até mesmo em sala de aula, inúmeras pesquisas no campo acadêmico são desenvolvidas para entender como se dá esse fenômeno. Não é de hoje que as campanhas publicitárias se munem do humor como estratégia de penetração/aceitação de um público-alvo, uma das mais lembradas e que mudaram drasticamente a forma como o segmento se comunicava com o público foi a Skol, a marca há algum tempo largou o clichê cristalizado em comerciais de cerveja: futebol, samba, cerveja e a gostosona, para apostar no humor. Recentemente, a Dove Men+Care usou desse recurso para abordar o homem que precisa se cuidar com produtos feitos para ele. Contudo, em uma recente pesquisa, pude observar que o homem até entende o papel do humor para abordar questões tidas como complexas para um público, mas fica evidente que ele ainda não se enxerga, ou pelo menos, não se vê como um homem contemporâneo, que assume que vai livremente ao Shopping Center para consumir por vaidade.

A segmentação de público é uma necessidade para atingir o público masculino?

Postinguel. Sem dúvida, vejam o caso das subculturas, cada uma se apresenta de uma forma, e há um tipo de comunicação para cada. Acho complicado querer que tanto o destemido da Harley-Davidson, o cowboy de Marlboro, o radical de Red Bull, e o vaidoso de Dove Men+Care, consumam pelo mesmo produto. Sim, pode ser que haja produtos e uma comunicação em congruência, no entanto, o publicitário precisa entender as particularidades que cada um possui para otimizar isso da melhor forma possível. Sou e fico meio receoso com essa ideia de atirar para todos os lados.

Vaidade, contemporaneidade e masculinidade. Esses elementos ajudam a definir o perfil do novo consumidor masculino?

Postinguel. Ressalto que existe um movimento na publicidade em que ressaltam homens menos preocupados com a exarcebação da masculinidade como o caso do desodorante Nivea Stress Protect, contudo, em recente pesquisa, essa nova representação de homem, ainda encontra dificuldades em ser consumida por homens. Nesse momento, preciso ressaltar a relevante importância que o discurso publicitário tem em corroborar a construção ou o reforço do que é ser homem, além obviamente de oferecer um produto e/ou marca. Os publicitários precisam entender o tesouro que possuem em mãos ao desenvolverem campanhas para seus clientes.

A partir da década de 1970 as mulheres lutaram para ter uma representatividade mais igualitária na sociedade e no mercado de trabalho. No século XXI podemos afirmar que o homem luta pela liberdade de consumo?

Postinguel. Não podemos generalizar, se entendermos o consumo em sua completude podemos dizer que o homem é muito mais livre para consumir do que a mulher, imaginem, por exemplo, o ato de comprar preservativo. Um homem chega em uma determinada farmácia e pedi por camisinha, algo quase que normal, e se uma mulher chegar no mesmo estabelecimento e pedir por uma camisinha feminina, teríamos a mesma reação de normalidade? Isso é notório na própria publicidade, já viram um comercial de camisinha feminina?

Ainda falando da publicidade, ela meio que seguiu a construção de gêneros ao longo dos séculos, para homens campanhas de automóveis, ternos e cervejas. Para elas uma gama bem maior de consumo.

Podemos dizer que há uma diferença quando falamos por consumir beleza. Ainda vemos na TV programas que relatam a vaidade do homem como um tabu a ser desmistificado. Nesse sentido, sim, o homem luta para ter liberdade em consumir por cuidados estéticos.

O mercado publicitário pode influenciar uma mudança na representatividade masculina e por consequência, ampliar o consumo de produtos e serviços voltados para o homem?

Postinguel. Sim, os discursos publicitários não apresentam só produtos e marcas, de forma subjetiva, apresentam tendências, gírias, e até mesmo repertório de como o consumidor daquele determinado produto/marca precisa se portar. De certa forma, essas imagens ajudam a alimentar o imaginário de seu público-alvo e assim delinear comportamentos. O publicitário precisa entender e transmitir mensagens além propriamente do que meros produtos e marcas. Eles fornecem novas possibilidades de consumo, novas possibilidades de compreensão de como é e como se portar, por exemplo, um homem. 

Qual a importância da pesquisa acadêmica para entender esses fenômenos contemporâneos de consumo?

Postinguel. A academia corrobora o entendimento de como a sociedade caminha e como a comunicação reflete esse feito. A publicidade fornece um vasto material para analisar como o consumo foi se desenvolvendo ao longo das décadas, como foram sendo apresentadas as representações, principalmente de homens e mulheres nesses discursos e o que podemos entender como estratégias que desenvolvem para adaptar os consumidores em seu tempo.




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