SP FIAM – Sou Publicidade FIAM

Conheça um pouco mais sobre este novo projeto do curso de Publicidade e Propaganda.

A propaganda faz parte das nossas vidas.

Você pode até ser novinho, mas isso não te impede de ter repertório e conteúdo!

Novo perfil de homem?

A relação entre o consumo masculino e o papel da publicidade e propaganda.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Professor Rogério Pelizzari e sua oficina rock’n roll

Por Aline Bomfim,


Ele já apareceu por aqui, no post do Cainan ( http://bit.ly/ZJlQeM). Mas com uma oficina tão rock’n roll como essa, eu não poderia deixar de entrevistá-lo não é mesmo?

Rogério Pelizzari é professor no curso de Publicidade e Propaganda (sim, eu tenho a honra de ter aulas com ele rs) e trouxe toda a sua expertise com as oficinas de “Rock Nacional dos anos 80 e 90: dos filhos da revolução aos filhos”, “Comunicação de São Paulo na Copa do Mundo: erros e acertos” e “Comunicação, consumo e rock’n roll”.

Formado em Publicidade e Propaganda e Jornalismo, é mestre em Ciência da Comunicação e especialista em Gestão da Comunicação. Além de todo esse currículo, é músico amador com banda e álbum gravado. Devido a sua primeira oficina de rock em 2013 e o envolvido com a organização da sua banda como projeto paralelo, fez do hobbie, trabalho. Até aqui, já deu para perceber a sua relação com a música e, principalmente com o rock?

Segue uma pequena entrevista que fiz com o Professor Rogério no ultimo dia da Semana de Comunicação:

Por que trazer este tema para uma oficina apresentada aos alunos de comunicação?

Rogério: Acredito que cada vez mais fica claro que a dominação, para quem faz parte das classes menos favorecidas, tem sido exercida, sobretudo em função de questões culturais. Vejo o rock como um movimento, um ritmo, uma forma de comportamento que essas classes tem se apropriado, inclusive para construir sua música original. É como se fosse o discurso dos subalternos. Por exemplo, uma banda como Planet Hemp, O Rappa e Nação Zumbi, falam de comportamentos, atitudes e discursos que defendem as classes menos favorecidas através de suas músicas. Acredito que o rock, do ponto de vista social, como forma de manifestação e de diálogo, contribui para a transformação e como caminho para o pensamento autônomo.

Agora, pensando como um publicitário e falando do ponto de vista da comunicação, o rock passa a ser um objeto de comunicação de massa por excelência, muito influenciado e muito influenciável. Basta prestar atenção em pessoas do nosso dia a dia, que usam calças rasgadas ou um corte de cabelo estilo moicano. Muitas vezes, essas pessoas nem gostam do rock como estilo de música. Na verdade, essas atitudes são formas de expressão, originalmente trazidas pelo rock e que ultrapassam barreiras culturais.

O ápice da oficina foi comparar Jon Bon Jovi com Show da Xuxa. Será que seria possível resumir um pouco essa relação do Rock como produto?

Rogério: Apesar do percurso histórico, o rock desde a sua origem, em meados dos anos 50 e especialmente ao longo das suas primeiras três décadas de existência, teve todas as características que marcam a indústria cultural e a ideia de produto: música simples, curta, com refrão fácil de decorar e, sobretudo que se transforma em algo que é além da música. O rock tem uma variação de atitude, da forma de se vestir, é algo que vai além do que é rock em sua essência musical. Não é simplesmente um som para se curtir, é comportamento, é religião, ideologia.
Trazer o rock para uma discussão como essa é mostrar que, como todo produto de massa ele transcende o seu propósito original para o espetacular, para o que é midiático e o que daria audiência.

Qual a importância de uma Semana de Comunicação para os alunos?

Rogério: A Semana da Comunicação é uma prova do crescimento, consolidação e amadurecimento dos cursos de comunicação da FIAM. Um evento deste porte é a oportunidade dos alunos entrarem em contato com profissionais do mercado, de áreas as mais variadas, de se relacionarem com estudantes de outras habilitações e participarem de oficinas que transcendem o currículo oficial da faculdade.

Qual a melhor forma dos alunos aproveitarem os conteúdos passados durante a semana de comunicação?

Rogério: Penso que, em primeiro lugar, o cardápio de palestras e oficinas foi bastante amplo, com alternativas para todos os interesses. Por outro lado, entendo que o estudante de comunicação, independente do curso, jornalismo, publicidade, rádio, tv e vídeo ou relações públicas, tem de ter uma formação diversificada, que abranja o maior número de experiências possível.

Como professor, o que você espera após um evento como esse?

Rogério: Espero que a Semana da Comunicação seja uma oportunidade de troca e de intensa participação da comunidade acadêmica da FIAM. Para nós professores é também um momento primordial para a apresentação de projetos com os quais temos afinidade e que entendemos agregar valor para os alunos. São também encontros propícios para o compartilhamento de experiências, com os alunos oferecendo sua rica contribuição para o processo de constante formação de todos nós e para o aprimoramento dos cursos envolvidos.

E como não podia deixar de ser, pedi para que o professor Rogério listasse para nós uma playlist com as músicas que ouvimos durante sua oficina.

Aproveitem!

“Love is blind” (David Coverdale): https://www.youtube.com/watch?v=8__7A9tcyQs

“Livin’ on a prayer” (Bon Jovi): https://www.youtube.com/watch?v=lDK9QqIzhwk

“Help the poor” (B.B. King e Eric Clapton): https://www.youtube.com/watch?v=o96V9f1YnaI
“The Fat Man” (Fats Domino): https://www.youtube.com/watch?v=aIz1cPfTRW4

“Let’s Go Trippin’” (Dick Dale): https://www.youtube.com/watch?v=W1gskj1VQR0

“Great balls of fire” (Jerry Lee Lewis): https://www.youtube.com/watch?v=7IjgZGhHrYY

“Jailhouse” (Elvis Presley): https://www.youtube.com/watch?v=fbre48NgBOg

“Think” (Aretha Franklin): https://www.youtube.com/watch?v=hsL9UL9qbv8

“Thunderstruck” (ACDC): https://www.youtube.com/watch?v=v2AC41dglnM


“Something in the way” (Nirvana): https://www.youtube.com/watch?v=jDyvClUsCJU



Aline Bomfim é aluna do 4ª semestre do curso de Publicidade e Propaganda do FIAMFAAM Centro Universitário, campus Vergueiro. No Blog SP FIAM faz entrevistas e aborda conteúdos sobre eventos e cursos que contribuam para a formação profissional em Publicidade e Propaganda.


+SP

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Onde as áreas de comunicação se encontram

Por Aline Bomfim



Nessa semana tivemos a 4ª Semana de Comunicação do FIAM-FAAM Centro Universitário, com oficinas, palestras e encontros com diversos professores e profissionais de comunicação.

No meu último texto, falei a respeito de bagagem cultural, lembram? (Para quem não se recorda, segue link: http://bit.ly/1wrkrVk). Pois bem! A Semana de Comunicação é uma ótima oportunidade de você, meu caro amigo estudante, começar a rechear seu repertório participando das oficinas junto aos professores, assistir as palestras e aumentar sua rede de contatos ao conhecer alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio e TV e Relações Públicas, além dos tecnólogos. 

Durante o evento conversei com alguns alunos e professores para descobrir qual a percepção sobre as oficinas e palestras. 

Karine, 19 anos – Jornalismo
Um evento como esse serve para integrar os cursos, porque os alunos ficam muito fechados em suas respectivas turmas. Esse tipo de evento te coloca em contato com outros alunos de comunicação e resulta numa troca muito legal. Afinal, quando a gente troca experiência, a gente só tem a ganhar.”

Luan, 25 anos - Jornalismo
A Semana de Comunicação tem uma importância enorme para os alunos de comunicação. Espero criar novas amizades, passar por boas experiências de aprendizado e estabelecer ligações com outros alunos. Quero aprender mais a respeito de comunicação.

Vanessa, 29 anos - Publicidade e Propaganda
Estou muito motivada com a Semana de Comunicação! Espero obter novas experiências, traças novos objetivos, conseguir respostas para dúvidas intermináveis, e conhecer sábios que consigam compartilhar seu conhecimento com grande competência e amor pelo que fazem, agregando valor para todos os amantes da Comunicação.


Yuka, 29 anos – Publicidade e Propaganda
Além da bagagem que os professores estão trazendo nos workshops, você consegue ter uma visão do que o futuro na carreira te espera. Dá uma visão de mercado muito grande e um conhecimento muito rico da área. Estou enxugando o máximo que eu posso nesse evento, para conhecer melhor a carreira publicitária. Quero conhecer o mercado, saber o que cada área pode me proporcionar, até onde posso ir e qual é a área mais próxima do meu perfil. Eu estou um pouco ansiosa e com um pouco de medo: Será que eu vou entrar no mercado, trabalhar na área? A Semana de Comunicação traz um certo esclarecimento para esses medos.”

Além dos alunos, tive a honra de falar com alguns professores que ministraram as oficinas. Segue uma palhinha da conversa que tive com alguns deles:

Professora Maria Cristina Dorgan – Oficina de Escrita Criativa: Práticas
“É uma semana onde o aluno, através das oficinas, vai para a prática. A teoria é extremamente importante, mas a prática, o vivenciar aquilo que farão futuramente é importantíssimo. Esse tipo de evento deveria ser realizado, pelo menos, uma vez por semestre para dar essa proximidade do aluno com a área. É importante ter uma semana como essa, pois ela irá trazer aos alunos o que é ‘pôr a mão na massa’. Além de ser uma forma de descobrir o que o aluno quer realmente. Acredito que essa semana não pode parar aqui, é preciso dar continuidade - o professor pode mandar o material, pegar o email dos alunos, formar grupos, ir adiante. Espero que os alunos voltem na semana que vem com entusiasmo e que após participar das oficinas digam que foi FO...RMIDÁVEL”

Professor Alexandre Carvalho – Obrigado pela Preferência: Atendimento Publicitário
“A maior contribuição da Semana de Comunicação é o intercâmbio de informações, já que, durante uma semana os alunos terão acesso a inúmeros conteúdos e têm condições de se aprofundar naqueles que interessam mais – seja ela uma oficina de redação ou atendimento. É poder avançar os limites da sala de aula e ter as mais diferentes amostras todos os dias para formar opinião e tomar decisões futuramente. Acredito que os alunos precisam participar, interagir, tirar dúvidas e fazer pesquisas adicionais, em outros cursos, na internet para de repente desbravar os novos caminhos complementares a grade curricular.”



Aline Bomfim é aluna do 4ª semestre do curso de Publicidade e Propaganda do FIAMFAAM Centro Universitário, campus Vergueiro. No Blog SP FIAM faz entrevistas e aborda conteúdos sobre eventos e cursos que contribuam para a formação profissional em Publicidade e Propaganda.

+SP

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Luz, câmera, ação. Gravando!



No dia 25/09 os membros do SP FIAM, campus Vergueiro, receberam a equipe de Marketing do Complexo Educacional FMU para um bate-papo que resultará em uma matéria sobre o blog do curso de Publicidade e Propaganda, nos principais canais institucionais.

Na ocasião, Nathalia Andrade (FMU) entrevistou a equipe para conhecer melhor o projeto e o perfil de cada um que atua na produção de conteúdo do blog. 




Estavam presentes os alunos, Aline Bonfim, Kauê Pedretti, Nathalia Dias, além dos professores Me. Wesley Moreira (Coordenador do Projeto SP FIAM) e Dr. Ricardo Costa (Coordenador do Curso de Publicidade e Propaganda).

Durante a gravação os alunos destacaram a importância da atividade do blog agregando valor à formação acadêmica, assim como a interação entre eles com a Instituição, o mercado e os colegas de curso. 




Os professores pontuaram a relevância da atividade e o compromisso de tornar o blog uma referência de produção e interação, que deverá atrair olhares do mercado de trabalho ao longo do tempo para a o perfil de profissionais que o curso de Publicidade e Propaganda da FIAMFAAM e FMU estão formando.


+SP

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Profissão e Mercado em Mídias Sociais

Por Aline Bomfim,

Uma dúvida recorrente no universo da comunicação é saber qual será o futuro das mídias sociais. Isso se deve às várias mudanças que esse tipo de modalidade de interação e comunicação ao longo dos últimos dez anos, alterando fortemente a forma com a qual nos comunicamos, e interagimos com as pessoas, e como lidamos com marcas, produtos e serviços.

Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest, Tumblr, são alguns dos sites de mídias sociais mais conhecidos entre as pessoas atualmente. Mesmo tendo como objetivo primário o relacionamento entre as pessoas, nem tudo é diversão. Existem pessoas que trabalham (e muito) por trás desse cenário tão interativo, para que a comunicação na rede seja eficaz. Empresas investem em propaganda e em tecnologia a fim de ampliar sua captação de clientes, melhorar o seu relacionamento e alavancar o poder da marca.  

Para nos ajudar a entender um pouco mais a respeito da carreira digital, entrevistamos  a Coordenadora de Mídias Sociais do Complexo Educacional FMU, Carla Alves.  Com apenas 25 anos, formada em Publicidade e Propaganda, com pós-graduação em Comunicação em Redes Sociais, ela adora advergames e, estuda desenho realista desde os 14 anos. Atualmente, estuda MBA em Gestão Estratégica de Negócios e vai falar um pouco sobre carreira digital, especialmente ligada às redes sociais na internet.


Confira a entrevista na íntegra:

Quais as atribuições de uma Coordenadora de Mídias Sociais?
Carla: Coordeno uma equipe responsável por assegurar comunicação e posicionamento digital da Instituição a partir de conteúdo alinhado à estratégias, investimentos em mídias digitais e canais que tenham aderência ao público-alvo da marca. Trabalhamos a parte de atendimento, anúncios e, por fim, a gestão de conteúdo. A minha função é fazer com que estas esferas saiam como o planejado e, em seguida, extrair os dados para uma análise do que podemos melhorar. 

Dos aspectos: planejamento, gestão do conteúdo, relacionamento e mensuração, qual é que você tem maior afinidade? Por quê?
Carla: Quando comecei a trabalhar em Marketing Digital, gostava muito de gestão do conteúdo. Hoje acho que cada aspecto tem suas peculiaridades e um depende muito do outro. Talvez mensuração, porque vem de análises e, consequentemente, a vontade de melhorar o plano.

Qual a influência do curso de Publicidade e Propaganda para a carreira de Mídias Sociais?
Carla: O curso de Publicidade e Propaganda me deu base para entender o mercado e como conquistar um determinado público. No mercado digital, a segmentação do público-alvo é muito importante para que se tenha um resultado efetivo.

Ao trabalhar com mídias sociais, você não enjoa dos seus próprios perfis no Facebook/Twitter/Instagram etc? Há tempo para continuar online?
Carla: Não! Durante o expediente de trabalho, só consigo pensar na marca FMU. Depois é o tempo de ver as minhas coisas, as mensagens e atualizações de amigos e família, e notícias das páginas que sigo. Independentemente da plataforma, o que não faz enjoar é o conteúdo que consumo.

Em sua opinião, atualmente, qual a marca que faz o melhor trabalho de mídias sociais? 
Carla: Respondendo a primeira pergunta, gosto muito do trabalho do Itaú, pelo conteúdo que criam.

O público consumidor está mais exigente realmente ou ele apenas aprendeu a externar mais a sua insatisfação pelas redes?
Carla: Acredito que o público sempre foi exigente, buscando o melhor, mas o que mudou é que com a facilidade da comunicação mais imediatista, as insatisfações são manifestadas prontamente nas redes.  

Qual a melhor maneira de se fazer um bom trabalho em mídias sociais? 
Carla: A melhor maneira é conhecer muito bem o mercado em que se trabalha e a importância da sua empresa nela. Conhecer os concorrentes também é importante, pois é uma outra visão que você faz ou busca. Claro que não existe receita, tudo vai depender da sua empresa, seu segmento e da expertise de quem faz o trabalho, mas explorar as ferramentas e se manter sempre atualizado no mundo digital ajuda muito. Outro ponto é ler os “Termos e Políticas” de cada canal, pois ajuda no que você pode ou não pode fazer. 

E quais as ferramentas que o profissional precisa dominar?
Carla: Uma boa ferramenta de análise, uma de monitoramento e dominar as ferramentas dos canais escolhidos para atuar. É importante lembrar que as atualizações de ferramentas são sempre constantes. 

Quais são as tendências para esse mercado? 
Carla: A curto prazo a tendência é ter mais conteúdo dinâmico em formato de vídeo. As marcas estão se esforçando para dar experiências aos consumidores sem um apelo tão comercial e isso deve continuar, criando conversas com assuntos da atualidade e deixando o perfil mais humanizado.

Como é criar e gerenciar conteúdo para alunos da FMU e quais os principais canais que a universidade utiliza?
Carla: É bem legal pensar em conteúdos para os alunos. Pensamos muito no que pode ser uma extensão da sala de aula. Montamos um calendário que basicamente é assim: às segundas temos dicas de empregabilidade e carreira, em parceria com o BME&E. Às terças conteúdos dos nossos produtos. Quartas e quintas alguns vídeos do nosso canal. Sextas são dicas culturais para nossos seguidores aproveitarem o final de semana. Aos sábados temos listas temáticas de filmes e aos domingos divulgamos nossas clínicas, serviços, gratuidades ou descontos acessíveis à comunidade.

Para os próximos meses, queremos os conteúdos mais colaborativos com a ajuda dos alunos. Ainda estamos desenvolvendo ideias.

Em sua opinião quais páginas os alunos de Publicidade e Propaganda precisam observar, seguir e se inspirar? 
Carla: A página da Prefeitura de Curitiba (https://www.facebook.com/PrefsCuritiba) é um exemplo de como engajar e trabalhar com assuntos sérios de forma criativa. O Itaú tem um lado social muito forte no Facebook (https://www.facebook.com/itau) e Twitter (https://twitter.com/itau).  O trabalho do PontoFrio.com (https://www.facebook.com/pontofrio e https://twitter.com/pontofrio) sempre é case nos eventos de Marketing digital. 

Para receber notícias do meio digital: Meio Mensagem, Olhar Digital, Proxxima e Social Media da Depressão.

O que você diria aos estudantes de Publicidade e Propaganda que estão pensando em encarar a carreira de mídias sociais?
Carla: Explore possibilidades de publicações, veja o que fica mais atrativo, se é só texto, foto ou vídeo. Conheça o mercado na qual vai trabalhar e monitore tudo que falam da sua empresa. Tenha respeito pelo próximo e aceite opiniões e críticas. E nunca pare de ler e estudar sobre o assunto. É uma área que tudo muda rapidamente.

Aline Bomfim é aluna do 4ª semestre do curso de Publicidade e Propaganda do FIAMFAAM Centro Universitário, campus Vergueiro. No Blog SP FIAM faz entrevistas e aborda conteúdos sobre eventos e cursos que contribuam para a formação profissional em Publicidade e Propaganda.

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sete Dias ...


O projeto SP FIAM completa a sua primeira semana de atividades. Em pouco tempo conseguimos uma adesão forte dos nossos alunos ao projeto. Foram mais de 120 pessoas que curtiram a nossa fanpage no Facebook e, mais de 500 visitantes no blog.

Para comemorar esse início de projeto e reforçar o caráter colaborativo/interativo do blog, fizemos uma breve entrevista com Taís Medeiros, aluna de Publicidade e Propaganda do 3º semestre (manhã), do Campus Liberdade.

Tais foi uma das primeiras alunas a se manifestar sobre o blog, colocando-se à disposição para contribuir com ideias, conteúdo, fazendo parte do projeto. Sua primeira impressão foi de que o SP FIAM é um espaço criativo, com conteúdo e matérias de qualidade. Segundo nossa aluna o blog tem “muito potencial para tornar-se um vínculo entre os alunos e a Instituição de maneira descontraída”.


Sobre os benefícios que esse tipo de ação pode trazer aos alunos Tais pontua que o trabalho para ampliar o repertório é o maior dos benefícios. “Quem deseja ser ou já é um profissional de Comunicação sabe que manter-se bem informado e ter boas referências é essencial para ter grandes ideias”, explica a futura publicitária.

Uma dos objetivos principais do blog é criar um espaço colaborativo e interativo com os alunos e quando questionada sobre o que a levou a interagir tão rapidamente, respondeu que o motivo foi “a iniciativa da Instituição em criar um espaço para os alunos”. Para ela é uma troca mútua. “Quanto mais apoiarmos, mais ações como essa teremos”, reflete.

Taís se prontificou a participar ativamente com sugestões e comentários. A estudante acredita que a participação dos alunos seja ativa, com troca de informação, comentários e sugestões.

Esse é o espírito do SP FIAM. Colaborar, interagir e se relacionar. Faça como a Taís, participe, colabore.


Esse espaço é seu. Seja um SP FIAM!

+SP

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A relação entre o consumo masculino e o papel da publicidade e propaganda.


Não é mais novidade que o homem consome cada vez mais produtos e serviços que antes eram quase que exclusivos do público feminino. De shampoo a “dia do noivo”, o homem diversificou o seu consumo e consequentemente o mercado publicitário percebeu esse fenômeno e, atua cada vez mais voltado a atender esse “novo” consumidor

Para  esclarecer algumas dúvidas acerca da relação de consumo masculino e o papel da propaganda e publicidade nesse cenário, a Redação do SP FIAM conversou com o Professor e Pesquisador Danilo Postinguel. Administrador, especialista em Marketing e mestrando em Comunicação e Práticas de Consumo.  Leciona disciplinas nos cursos de Comunicação Social do FIAMFAAM. Na Publicidade é professor de Empreendedorismo e Desenvolvimento Sustentável.

As suas investigações corroboram os estudos sobre representações, especialmente ligadas ao que ele define como “novo homem” na comunicação.

Como o publicitário deve estar atento para essas mudanças no mercado? Confira a entrevista com o nosso Professor, sobre as suas impressões e experiências na relação do consumo masculino com a publicidade e propaganda.

ENTREVISTA:

O consumo masculino e a preocupação com as campanhas para esse público é uma oportunidade de mercado?

Postinguel. Sem dúvida, sim. Dados como da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), mostram que há um consumo crescente do público masculino, principalmente, por produtos ligados à estética, nesse sentido, marcas como Nivea e Dove, por exemplo, voltam seus olhares para a criação de segmentos voltados para esse público. Como consequência disso, há um mercado que ascende no campo da comunicação, possibilitando aos publicitários uma vasta possibilidade criativa para atingir esse público e sensibilizá-los para esse novo momento.

Quais as diferenças entre as campanhas masculinas e femininas, na relação de consumo de produtos?

Postinguel. Tendo um olhar genérico acerca do assunto, o que renderia boas pesquisas, podemos pensar que ao longo dos tempos, os gêneros foram separados até mesmo com relação as campanhas publicitárias, se pegarmos campanhas para o público masculino, como os comerciais de Marlboro, Harley-Davidson, podemos ver nelas, homens viris, com uma masculinidade extremamente aflorada, tendo até mesmo, uma superioridade perante os demais homens que não consumiam por aqueles produtos. Outro exemplo notório eram – prefiro ficar com esse tempo verbal –, as campanhas de cerveja, como a Skol que traziam o clichê: homens aproveitando algum momento especial, acompanhados pela(s) gostosona(s).
Já as campanhas direcionadas para o público feminino, abordam questões mais sentimentais, principalmente o amor do conto de fadas. E até mesmo de forma sexista, aquela que se prepara para estar linda para seu homem, veja o caso de campanhas de perfumes.

É possível afirmar que há um novo homem que consome, ou há apenas uma nova forma de trabalhar o consumo masculino?

Postinguel. Levando em consideração a perspectiva do jornalista britânico, Mark Simpson, ao indagar que no começo desse século, surgia um homem “mais preocupado com a vaidade”, algo que ele chamou de metrossexual, podemos dizer que sim, há um novo homem que consome, no entanto, e não querendo generalizar previamente com essa nomenclatura, posso dizer que surge um novo homem sim. Veja por exemplo, as inúmeras marcas e estabelecimentos que são criados para atender a esse público. No entanto, chamo a atenção para o papel relevante que tem a comunicação, em especial a publicidade, para apresentar para o homem, essa nova representação acerca de si, como um novo mercado que se abre para ele. Vejam o comercial da marca de shampoos Dove Men+Care, recentemente foi veiculada a campanha em que aparecia um homem com cabelos macios e sedosos, igual aos cabelos femininos encontrados também em comerciais de shampoos. Nele, é possível ressaltar a relevância do humor para azeitar a relação, ou melhor, para direcionar a esse homem produtos, exclusivos, que estão disponibilizados para ele. Esse comercial apresenta dois olhares, um para o consumo de um novo produto/marca, e outro para o consumo da representação de um novo homem que está por vir, mais “antenado” com a época.
  
O humor nas campanhas masculinas é uma estratégia de marketing ou uma necessidade para trabalhar a aceitação de que o homem no século XXI pode ir ao shopping e voltar cheio de sacolas?

Postinguel. Hoje o humor está presente em vários cenários, até mesmo em sala de aula, inúmeras pesquisas no campo acadêmico são desenvolvidas para entender como se dá esse fenômeno. Não é de hoje que as campanhas publicitárias se munem do humor como estratégia de penetração/aceitação de um público-alvo, uma das mais lembradas e que mudaram drasticamente a forma como o segmento se comunicava com o público foi a Skol, a marca há algum tempo largou o clichê cristalizado em comerciais de cerveja: futebol, samba, cerveja e a gostosona, para apostar no humor. Recentemente, a Dove Men+Care usou desse recurso para abordar o homem que precisa se cuidar com produtos feitos para ele. Contudo, em uma recente pesquisa, pude observar que o homem até entende o papel do humor para abordar questões tidas como complexas para um público, mas fica evidente que ele ainda não se enxerga, ou pelo menos, não se vê como um homem contemporâneo, que assume que vai livremente ao Shopping Center para consumir por vaidade.

A segmentação de público é uma necessidade para atingir o público masculino?

Postinguel. Sem dúvida, vejam o caso das subculturas, cada uma se apresenta de uma forma, e há um tipo de comunicação para cada. Acho complicado querer que tanto o destemido da Harley-Davidson, o cowboy de Marlboro, o radical de Red Bull, e o vaidoso de Dove Men+Care, consumam pelo mesmo produto. Sim, pode ser que haja produtos e uma comunicação em congruência, no entanto, o publicitário precisa entender as particularidades que cada um possui para otimizar isso da melhor forma possível. Sou e fico meio receoso com essa ideia de atirar para todos os lados.

Vaidade, contemporaneidade e masculinidade. Esses elementos ajudam a definir o perfil do novo consumidor masculino?

Postinguel. Ressalto que existe um movimento na publicidade em que ressaltam homens menos preocupados com a exarcebação da masculinidade como o caso do desodorante Nivea Stress Protect, contudo, em recente pesquisa, essa nova representação de homem, ainda encontra dificuldades em ser consumida por homens. Nesse momento, preciso ressaltar a relevante importância que o discurso publicitário tem em corroborar a construção ou o reforço do que é ser homem, além obviamente de oferecer um produto e/ou marca. Os publicitários precisam entender o tesouro que possuem em mãos ao desenvolverem campanhas para seus clientes.

A partir da década de 1970 as mulheres lutaram para ter uma representatividade mais igualitária na sociedade e no mercado de trabalho. No século XXI podemos afirmar que o homem luta pela liberdade de consumo?

Postinguel. Não podemos generalizar, se entendermos o consumo em sua completude podemos dizer que o homem é muito mais livre para consumir do que a mulher, imaginem, por exemplo, o ato de comprar preservativo. Um homem chega em uma determinada farmácia e pedi por camisinha, algo quase que normal, e se uma mulher chegar no mesmo estabelecimento e pedir por uma camisinha feminina, teríamos a mesma reação de normalidade? Isso é notório na própria publicidade, já viram um comercial de camisinha feminina?

Ainda falando da publicidade, ela meio que seguiu a construção de gêneros ao longo dos séculos, para homens campanhas de automóveis, ternos e cervejas. Para elas uma gama bem maior de consumo.

Podemos dizer que há uma diferença quando falamos por consumir beleza. Ainda vemos na TV programas que relatam a vaidade do homem como um tabu a ser desmistificado. Nesse sentido, sim, o homem luta para ter liberdade em consumir por cuidados estéticos.

O mercado publicitário pode influenciar uma mudança na representatividade masculina e por consequência, ampliar o consumo de produtos e serviços voltados para o homem?

Postinguel. Sim, os discursos publicitários não apresentam só produtos e marcas, de forma subjetiva, apresentam tendências, gírias, e até mesmo repertório de como o consumidor daquele determinado produto/marca precisa se portar. De certa forma, essas imagens ajudam a alimentar o imaginário de seu público-alvo e assim delinear comportamentos. O publicitário precisa entender e transmitir mensagens além propriamente do que meros produtos e marcas. Eles fornecem novas possibilidades de consumo, novas possibilidades de compreensão de como é e como se portar, por exemplo, um homem. 

Qual a importância da pesquisa acadêmica para entender esses fenômenos contemporâneos de consumo?

Postinguel. A academia corrobora o entendimento de como a sociedade caminha e como a comunicação reflete esse feito. A publicidade fornece um vasto material para analisar como o consumo foi se desenvolvendo ao longo das décadas, como foram sendo apresentadas as representações, principalmente de homens e mulheres nesses discursos e o que podemos entender como estratégias que desenvolvem para adaptar os consumidores em seu tempo.




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