SP FIAM – Sou Publicidade FIAM

Conheça um pouco mais sobre este novo projeto do curso de Publicidade e Propaganda.

A propaganda faz parte das nossas vidas.

Você pode até ser novinho, mas isso não te impede de ter repertório e conteúdo!

Novo perfil de homem?

A relação entre o consumo masculino e o papel da publicidade e propaganda.

Quer ser reconhecido?

Seja um Publicitário FIAM. Conheça o nosso curso de Publicidade e Propaganda.

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Profissão mais antiga do mundo reinventada pelo Marketing

Por Aline Bomfim

O que acontece quando a profissão mais antiga do mundo começa a implantar estratégias de marketing para vender seu produto? A resposta está na série de TV chamada "O Negócio", produzida pela HBO Brasil. 

Estrelada por Rafaela Mandelli, Juliana Schalch e Michelle Batista, a série conta a história de 3 garotas de programa (Karin, Magali e Luna) que atendem clientes ricos e decidem não depender dos antiquados cafetões ao abrirem seu próprio negócio. Através de uma mudança radical na profissão elas transformam o prazer dos outros em um negócio lucrativo ao utilizarem estratégias de marketing para reinventar a forma como trabalham e consequentemente acabam reinventando também a profissão de prostituta. Por meio de ações como “Venda Casada”, “Reposicionamento de Marca”, “Fidelização” e “Focus Group”, essa três mulheres se tornam empresárias que lidam com grandes empresas e clientes poderosos num mundo de sucesso, luxo e investimentos.

Ainda que não tenha agradado a crítica, a série trata de um tema polêmico em nossa sociedade: o sexo tratado como produto. Além disso, mostra que para fazer qualquer negócio é preciso entender o mercado e utilizar estratégias inovadoras para "vender o seu peixe". É ideal para quem deseja aprender um pouco mais a respeito de Marketing de uma forma diferente.



"O Negócio" conta com produção da HBO Latin America em parceria com a Mixer e toda uma equipe brasileira de produtores, diretores, roteiristas e elenco nacional - criada por Luca Paiva Mello e Rodrigo Castilho, desenvolvida e escrita por Fabio Danesi, Camila Raffanti e Alexandre Soares Silva. 

Sua estreia se deu em agosto do ano passado e está em sua 2ª temporada, sendo transmitida atualmente pelos canais HBO. E mesmo que a 3ª temporada ainda não tenha sido confirmada, a Fanpage da série no Facebook já possui diversos pedidos para a continuação.

Reserve um tempinho na sua agenda, e marque um horário com essas três lindas garotas

Site oficial: http://www.hbomax.tv/o-negocio-1

Vejam algumas iscas para aguçar o seu desejo...

Teaser:

Resumo da 1ª temporada.

Entrevistas.



Aline Bomfim é aluna do 4ª semestre do curso de Publicidade e Propaganda do FIAMFAAM Centro Universitário, campus Vergueiro. No Blog SP FIAM faz entrevistas e aborda conteúdos sobre eventos e cursos que contribuam para a formação profissional em Publicidade e Propaganda.



+SP

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Retrô é tendência.

Por Ingrid,

A tendência do retrô em redes fast food vem se tornando uma febre diante de tantas propostas e variedades de lanchonetes que temos no mundo todo.

A palavra “retrô” vem de retroceder, que pode ser explicado como inspiração do passado; como campanhas, produtos, restaurantes, arte e até música.

E não é porque o tema é passado, que deixa de ser desejado e vivido por diferentes gerações. Pois, é muito recorrente as pessoas quererem “viver” a sensação de uma época ao qual não presenciou, sendo muitas vezes uma experiência nova.

Quem já assistiu “Pulp Fiction” e nunca sentiu vontade de sentar-se em uma mesa com aspecto de carro conversível e dançar um rock’n’roll como o John Travolta?

Acontece que não é somente o tema ou decoração que despertam o interesse das pessoas, mas também o cardápio faz muito sucesso. Desde um Milkshake com fritas até uma Banana Split são servidos para agradar os clientes. O detalhe é que a estratégia de Marketing desses estabelecimentos passa pela experiência do antigo como novo, e inclusive o cardápio se rende ao que era tendência na época ao qual se remonta a proposta da lanchonete, seja anos 40, 50 ou 60. Do nome de cada prato ao jogo americano, tudo é pensado para proporcionar ao cliente uma viagem no tempo.


A rede de lanchonetes americana Johnny Rockets, por exemplo, abraçou a ideia vintage e chegou recentemente ao Brasil com decoração dos anos 40 a 60. A irreverência da empresa vem à tona para transformar a experiência casual de uma lanchonete, em um momento de entretenimento,  alegre e interativo. A todo o momento a equipe da lanchonete, canta, faz performance, busca a atenção e participação do consumidor. Alguns até se assustam ao se depararem com um ambiente interativo. Diferente do senta, pede, come e paga. 


De acordo com o posicionamento da marca, eles afirmam que: “Não limitado a qualquer década ou era, o Johnny Rockets combina os melhores elementos de um século da história da culinária norte americana para criar uma experiência e cardápio que são relevantes hoje e por mais décadas que virão!”.


Outras lanchonetes vêm seguindo essa tendência de servir comida no estilo “All American” em ambientes atemporais e divertidos; como a Lanchonete da Cidade que se expandiu numa atmosfera glamorosa dos anos 60. Em São Paulo há ainda nesse segmento o Zé do Hambúrguer, que retrata os anos 50 e 60.

Para quem gosta de dançar, vale a pena conferir a The Clock  que além de proporcionar ambiente, decoração e comidas desta tendência, conta com uma Juke Box com uma variedade grande de músicas Rockabilly para balançar o esqueleto a noite toda!



Fontes:


Johnny Rockets: http://www.johnnyrockets.com.br/nossa-empresa---johnny-rockets.html
Lanchonete da Cidade: http://www.lanchonetedacidade.com.br/home
Reportagem: http://www.ehow.com.br/construir-restaurante-estilo-vintage-como_68708/
The Clock: http://www.theclock.com.br/


Ingrid é aluna do 4º semestre do curso de Publicidade e Propaganda do FIAM FAAM Centro Universitário, campus Morumbi. No Blog SP FIAM ela escreve sobre Tendências do universo Publicitário. 

+SP

sexta-feira, 16 de maio de 2014

20% de desconto ou 5 segundos para pular o anúncio?



20% de desconto ou aguarde 5 segundos? Duas informações comuns nas propagandas em redes sociais, seja por meio de promoção de vendas no Facebook, ou promoção de marca e produto por meio de vídeos no Youtube. Mas, os consumidores respondem a esses estímulos publicitários?  Um grupo de alunos do 4º semestre de Publicidade e Propaganda do FIAM-FAAM Centro Universitário levantou dados que corroboram o entendimento sobre essa questão

A pesquisa, de natureza qualitativa, buscou entender a opinião do consumidor sobre a publicidade e propaganda nos perfis de sites de redes sociais.  Os alunos escolheram o tema por ser contemporâneo e exploratório além, de ser de interesse amplo das empresas e do setor de comunicação, especialmente o das agências de publicidade.  Corroborar o entendimento sobre como o consumidor percebe e reage com as propagandas veiculadas em seus perfis digitais deve trazer elementos importantes sobre as ações de promoção e vendas, por exemplo. 

Foram coletadas 69 entrevistas, feitas por meio de survey online, pela ferramenta QuestionPro. A amostra é qualitativa, por meio de técnica não probabilística, do tipo bola de neve, normalmente utilizada em pesquisas na internet.  O primeiro dado que merece atenção é que a maior parte dos entrevistados respondeu a pesquisa por meio de dispositivos móveis, totalizando 59%, que responderam por smartphone ou tablet.  

Homens e mulheres responderam a pesquisa, tendo uma diferença de apenas 8 pontos percentuais a mais de mulheres. Jovens, entre 18 e 25 anos (77%), cuja renda média mensal familiar varia entre 1,5 a 10 salários mínimos.  Quase a totalidade desses jovens acessam as redes sociais na internet todos os dias, apenas 4% responderam que fazem isso apenas uma vez por semana.  Reforçando o dado do uso de dispositivos móveis para o acesso à internet, quando questionados sobre qual dispositivo usam para acessar as redes sociais digitais, 81% responderam que usam smartphone ou tablet. Duas redes sociais digitais monopolizam o acesso às informações, Facebook e WhatsApp, são os sites e aplicativos preferidos para acessar informações e seus contatos, totalizando 97% das respostas, com ligeira vantagem para o aplicativo WhatsApp, que teve 52% desse montante.  

Se a pesquisa teve foco nas redes sociais que se criam no ambiente interativo e digital dos sites e aplicativos, então foi questionado aos entrevistados, o que motiva o acesso.  Para 89% dos respondentes, os motivos principais para acessar esses mecanismos de interação social digital são os amigos e os relacionamentos. 

Depois de coletar dados sobre o perfil dos entrevistados e a frequência com que usam as redes sociais digitais, a pesquisa aprofundou no seu objeto de estudo, a publicidade e propaganda nessas redes.   Quando questionados sobre a atenção dada as propagandas veiculadas em sites como Facebook ou Youtube, por exemplo, apenas 27% dos entrevistados se manifestaram contrários, alegando que não prestam atenção em propaganda nas suas redes sociais, enquanto 47% afirma que presta atenção se o conteúdo for de seu interesse e, 10% quando a intenção é de efetuar uma compra

Esse mesmo consumidor que presta atenção de alguma forma nas ações promocionais de marcas, produtos e empresas, não confia plenamente no que vê. Confiam parcialmente nas propagandas, 60% dos entrevistados e, 14% se o preço for atrativo. 24% se mostraram receosos com aquilo que veem nas propagandas expostas no Facebook ou no Youtube, e disseram que não confiam de maneira nenhuma nessas ações promocionais. 

A propaganda nas redes sociais digitais pode levar o consumidor à compra? Para 40% dos entrevistados, sim. Esses alegam que já efetuaram alguma compra por implicação de uma dessas ações promocionais. Mesmo que 60% ainda não tenha efetuado qualquer compra mediante a exploração publicitária pelo Facebook ou pelo Youtube, é importante perceber que as propagandas acabam atingindo o consumidor, e já atinge um percentual próximo de 50%. Assim, é possível refletir que essas ações surtem efeito positivo.  Sabendo que 4 de cada 10 entrevistados fizeram alguma compra por meio de propaganda nas redes sociais digitais, foi perguntado também a frequência dessas compras.  Nesse sentido os dados são diversos, 25% afirmam que compram pelo menos duas vezes ao ano por meio de alguma ação promocional nas redes sociais digitais, enquanto 15%, apenas uma vez ao ano, 13% de três a quatro vezes ao ano e 10% mais de quatro vezes.  

Se um dos objetivos principais da propaganda, especialmente pelas redes sociais digitais, é a venda, então foi questionado se o entrevistado sofreu algum tipo de problema com alguma compra mediante exposição de propaganda nos seus perfis.  A maioria, 93%, responderam “não”, eles não sofreram nenhum tipo de problema com compras online oriundas dessas propagandas. 

Por fim, duas questões encerram a pesquisa: a importância das propagandas nas redes sociais digitais e; a razão dessa importância.  Sete de cada 10 entrevistados acham que é importante sim ter propaganda nas redes sociais pela internet e os motivos principais dessa importância são: facilidade de visualização (27%),  divulgação da marca (24%), novidades no mercado (20%) e compra e venda de produtos (13%). 

Apesar da natureza qualitativa e da amostra pequena, é possível notar que o jovem conectado percebe as propagandas, as consomem, e reforçam a sua necessidade para a manutenção de marcas, produtos e empresas. Dessa forma, as empresas precisam se atentar sobre qual é a percepção e a reação desses consumidores, que devem ser ou se tornar, seus shoppers

FICHA TÉCNICA:
Curso: Publicidade e Propaganda.
Disciplina: Pesquisa e Análise Situacional.
Período: 4º semestre.
Ano: 2014 – 1.
Campus: Brigadeiro.
Turno: Noturno
Professor: Wesley Moreira Pinheiro
Alunos:  Adriano Padilha
                 Antônio Augusto
                 Bruno ávila
                 Bianca Félix
                 Carolina Araújo
                 Caio Marcos Martins
                John Elvis Alves
                Gabriel Cação


+SP

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Coca-cola expresso? Confira o novo projeto da marca de refrigerantes.



A Coca-Cola apresentou um novo projeto revolucionário que permite a preparação da bebida em casa através da aquisição de cápsulas.   

A multinacional adquiriu 10% da empresa Green Mountian Coffe Roasters, o produtor de café em cápsulas, por US$ 1,25 bilhão e sela um acordo de sociedade de 10 anos com a empresa, que deverá lançar um sistema que a Coca-Cola, Diet Coke, Spirte e Fanta poderão ser comercializadas em cápsulas.   

O novo sistema deverá ser lançado pela Green Mountian em 2015 e competirá com a SodaStream, a empresa israelense que vende um dispositivo para deixar a água natural gasificada e produtos que a deixam com gosto de refrigerante.   

"Podemos fazer pelas bebidas frias o que fizemos pelo café e pelo chá em casa. Acreditamos que seja uma oportunidade significativa para acelerar o crescimento da categoria das bebidas frias", afirma o administrador delegado da Green Mountian, Brian Kelly.   

Para o administrador da Coca-Cola Muthar Kento, é uma "oportunidade", o acordo reforça o sistema de engarrafamento.   

"[A] Green Mountian pode se tornar uma das protagonistas do mercado de US$ 98 bilhões dos soft drink" afirmam alguns analistas.   

A Nespresso foi a pioneira do café em cápsulas e atualmente a Green Mountian é a maior rede em vendas de café em cápsulas graças ao sucesso das máquinas de café Keurig. A Green Mountian já tem acordos com a Starbucks para o café e os chás em cápsulas e, segundo as estimativas do instituto de pesquisa Euromonitor, 13% das famílias norte-americanas têm uma máquina de café Keurig em casa.

Fonte: UOL e ANSA

+SP

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A relação entre o consumo masculino e o papel da publicidade e propaganda.


Não é mais novidade que o homem consome cada vez mais produtos e serviços que antes eram quase que exclusivos do público feminino. De shampoo a “dia do noivo”, o homem diversificou o seu consumo e consequentemente o mercado publicitário percebeu esse fenômeno e, atua cada vez mais voltado a atender esse “novo” consumidor

Para  esclarecer algumas dúvidas acerca da relação de consumo masculino e o papel da propaganda e publicidade nesse cenário, a Redação do SP FIAM conversou com o Professor e Pesquisador Danilo Postinguel. Administrador, especialista em Marketing e mestrando em Comunicação e Práticas de Consumo.  Leciona disciplinas nos cursos de Comunicação Social do FIAMFAAM. Na Publicidade é professor de Empreendedorismo e Desenvolvimento Sustentável.

As suas investigações corroboram os estudos sobre representações, especialmente ligadas ao que ele define como “novo homem” na comunicação.

Como o publicitário deve estar atento para essas mudanças no mercado? Confira a entrevista com o nosso Professor, sobre as suas impressões e experiências na relação do consumo masculino com a publicidade e propaganda.

ENTREVISTA:

O consumo masculino e a preocupação com as campanhas para esse público é uma oportunidade de mercado?

Postinguel. Sem dúvida, sim. Dados como da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), mostram que há um consumo crescente do público masculino, principalmente, por produtos ligados à estética, nesse sentido, marcas como Nivea e Dove, por exemplo, voltam seus olhares para a criação de segmentos voltados para esse público. Como consequência disso, há um mercado que ascende no campo da comunicação, possibilitando aos publicitários uma vasta possibilidade criativa para atingir esse público e sensibilizá-los para esse novo momento.

Quais as diferenças entre as campanhas masculinas e femininas, na relação de consumo de produtos?

Postinguel. Tendo um olhar genérico acerca do assunto, o que renderia boas pesquisas, podemos pensar que ao longo dos tempos, os gêneros foram separados até mesmo com relação as campanhas publicitárias, se pegarmos campanhas para o público masculino, como os comerciais de Marlboro, Harley-Davidson, podemos ver nelas, homens viris, com uma masculinidade extremamente aflorada, tendo até mesmo, uma superioridade perante os demais homens que não consumiam por aqueles produtos. Outro exemplo notório eram – prefiro ficar com esse tempo verbal –, as campanhas de cerveja, como a Skol que traziam o clichê: homens aproveitando algum momento especial, acompanhados pela(s) gostosona(s).
Já as campanhas direcionadas para o público feminino, abordam questões mais sentimentais, principalmente o amor do conto de fadas. E até mesmo de forma sexista, aquela que se prepara para estar linda para seu homem, veja o caso de campanhas de perfumes.

É possível afirmar que há um novo homem que consome, ou há apenas uma nova forma de trabalhar o consumo masculino?

Postinguel. Levando em consideração a perspectiva do jornalista britânico, Mark Simpson, ao indagar que no começo desse século, surgia um homem “mais preocupado com a vaidade”, algo que ele chamou de metrossexual, podemos dizer que sim, há um novo homem que consome, no entanto, e não querendo generalizar previamente com essa nomenclatura, posso dizer que surge um novo homem sim. Veja por exemplo, as inúmeras marcas e estabelecimentos que são criados para atender a esse público. No entanto, chamo a atenção para o papel relevante que tem a comunicação, em especial a publicidade, para apresentar para o homem, essa nova representação acerca de si, como um novo mercado que se abre para ele. Vejam o comercial da marca de shampoos Dove Men+Care, recentemente foi veiculada a campanha em que aparecia um homem com cabelos macios e sedosos, igual aos cabelos femininos encontrados também em comerciais de shampoos. Nele, é possível ressaltar a relevância do humor para azeitar a relação, ou melhor, para direcionar a esse homem produtos, exclusivos, que estão disponibilizados para ele. Esse comercial apresenta dois olhares, um para o consumo de um novo produto/marca, e outro para o consumo da representação de um novo homem que está por vir, mais “antenado” com a época.
  
O humor nas campanhas masculinas é uma estratégia de marketing ou uma necessidade para trabalhar a aceitação de que o homem no século XXI pode ir ao shopping e voltar cheio de sacolas?

Postinguel. Hoje o humor está presente em vários cenários, até mesmo em sala de aula, inúmeras pesquisas no campo acadêmico são desenvolvidas para entender como se dá esse fenômeno. Não é de hoje que as campanhas publicitárias se munem do humor como estratégia de penetração/aceitação de um público-alvo, uma das mais lembradas e que mudaram drasticamente a forma como o segmento se comunicava com o público foi a Skol, a marca há algum tempo largou o clichê cristalizado em comerciais de cerveja: futebol, samba, cerveja e a gostosona, para apostar no humor. Recentemente, a Dove Men+Care usou desse recurso para abordar o homem que precisa se cuidar com produtos feitos para ele. Contudo, em uma recente pesquisa, pude observar que o homem até entende o papel do humor para abordar questões tidas como complexas para um público, mas fica evidente que ele ainda não se enxerga, ou pelo menos, não se vê como um homem contemporâneo, que assume que vai livremente ao Shopping Center para consumir por vaidade.

A segmentação de público é uma necessidade para atingir o público masculino?

Postinguel. Sem dúvida, vejam o caso das subculturas, cada uma se apresenta de uma forma, e há um tipo de comunicação para cada. Acho complicado querer que tanto o destemido da Harley-Davidson, o cowboy de Marlboro, o radical de Red Bull, e o vaidoso de Dove Men+Care, consumam pelo mesmo produto. Sim, pode ser que haja produtos e uma comunicação em congruência, no entanto, o publicitário precisa entender as particularidades que cada um possui para otimizar isso da melhor forma possível. Sou e fico meio receoso com essa ideia de atirar para todos os lados.

Vaidade, contemporaneidade e masculinidade. Esses elementos ajudam a definir o perfil do novo consumidor masculino?

Postinguel. Ressalto que existe um movimento na publicidade em que ressaltam homens menos preocupados com a exarcebação da masculinidade como o caso do desodorante Nivea Stress Protect, contudo, em recente pesquisa, essa nova representação de homem, ainda encontra dificuldades em ser consumida por homens. Nesse momento, preciso ressaltar a relevante importância que o discurso publicitário tem em corroborar a construção ou o reforço do que é ser homem, além obviamente de oferecer um produto e/ou marca. Os publicitários precisam entender o tesouro que possuem em mãos ao desenvolverem campanhas para seus clientes.

A partir da década de 1970 as mulheres lutaram para ter uma representatividade mais igualitária na sociedade e no mercado de trabalho. No século XXI podemos afirmar que o homem luta pela liberdade de consumo?

Postinguel. Não podemos generalizar, se entendermos o consumo em sua completude podemos dizer que o homem é muito mais livre para consumir do que a mulher, imaginem, por exemplo, o ato de comprar preservativo. Um homem chega em uma determinada farmácia e pedi por camisinha, algo quase que normal, e se uma mulher chegar no mesmo estabelecimento e pedir por uma camisinha feminina, teríamos a mesma reação de normalidade? Isso é notório na própria publicidade, já viram um comercial de camisinha feminina?

Ainda falando da publicidade, ela meio que seguiu a construção de gêneros ao longo dos séculos, para homens campanhas de automóveis, ternos e cervejas. Para elas uma gama bem maior de consumo.

Podemos dizer que há uma diferença quando falamos por consumir beleza. Ainda vemos na TV programas que relatam a vaidade do homem como um tabu a ser desmistificado. Nesse sentido, sim, o homem luta para ter liberdade em consumir por cuidados estéticos.

O mercado publicitário pode influenciar uma mudança na representatividade masculina e por consequência, ampliar o consumo de produtos e serviços voltados para o homem?

Postinguel. Sim, os discursos publicitários não apresentam só produtos e marcas, de forma subjetiva, apresentam tendências, gírias, e até mesmo repertório de como o consumidor daquele determinado produto/marca precisa se portar. De certa forma, essas imagens ajudam a alimentar o imaginário de seu público-alvo e assim delinear comportamentos. O publicitário precisa entender e transmitir mensagens além propriamente do que meros produtos e marcas. Eles fornecem novas possibilidades de consumo, novas possibilidades de compreensão de como é e como se portar, por exemplo, um homem. 

Qual a importância da pesquisa acadêmica para entender esses fenômenos contemporâneos de consumo?

Postinguel. A academia corrobora o entendimento de como a sociedade caminha e como a comunicação reflete esse feito. A publicidade fornece um vasto material para analisar como o consumo foi se desenvolvendo ao longo das décadas, como foram sendo apresentadas as representações, principalmente de homens e mulheres nesses discursos e o que podemos entender como estratégias que desenvolvem para adaptar os consumidores em seu tempo.




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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Novas regras sobre os rótulos de produtos alimentícios deve ser aplicada também nas peças publicitárias.




A prateleira do mercado parece ser infinita, cheia de embalagens de vários tamanhos, cores, sabores, marcas. As embalagens enchem os olhos do consumidor. Ele compra, muitas vezes, sem se preocupar se o produto corresponde realmente àquilo anunciado. Para evitar que sedução das embalagens confunda o consumidor e o leve a tomar decisões equivocadas sobre a correta necessidade nutricional, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução nº 54/2012, em vigor.

As empresas tiveram até 1º de janeiro de 2014 para se adequar à resolução que alterou o uso de termos. De agora em diante, os consumidores terão direito a receber informações qualificadas sobre as seguintes expressões contidas em rótulos em bulas dos produtos: light, diet, teor, rico em, fonte de, não contém, entre outras expressões.

As novas regras brasileiras também estão adequadas à norma de Informação Nutricional Complementar do Mercosul, o que deve facilitar a circulação de alimentos entre os países integrantes do bloco. Com isso será possível evitar barreiras técnicas ao comércio geradas pelas diferentes regulamentações nacionais vigentes.

A nova norma exige também declaração específica no rótulo de alimentos nutricionalmente modificados. Exemplo: se um alimento é light, é preciso que haja informação sobre o grau de redução do nutriente em relação à versão convencional. Segundo a Anvisa, todas as normas visam a proteger o consumidor de supostas alegações nutricionais que, eventualmente, não esteja contidas em sua fórmulas.

A agência informa ainda que a resolução foi debatida com a indústria de alimentos no processo de elaboração. Segundo a resolução, as informações devem facilitar o conhecimento do consumidor sobre as propriedades nutricionais dos alimentos, contidas nos rótulos, nas peças publicitárias e em toda mensagem transmitida de forma oral ou escrita sobre os produtos.

Também os esclarecimentos e advertências relacionadas ao uso de determinado nutriente devem, agora, estar de forma visível e legível nas embalagens, com o mesmo tipo de letra e contraste da informação principal.

Segundo a Anvisa, a fiscalização é feita pelos órgãos de vigilâncias sanitária dos estados e municípios, responsáveis também por decidir sobre a punição mais adequada: se multa, retirada do produto do mercado ou suspensão. O valor das multas na legislação sanitária brasileira varia de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

Fonte: Jornal A Tarde.

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